Em tempos de instabilidade política no Reino Unido, uma figura de quatro patas se mantém firme no cargo há 15 anos. Larry, o famoso gato da residência oficial do primeiro-ministro britânico, em Londres, é oficialmente reconhecido como “Chief Mouser to the Cabinet Office” — ou chefe caçador de ratos do governo.
Adotado em 15 de fevereiro de 2011 no abrigo Battersea Dogs and Cats Home, Larry entrou para a história ao se tornar uma espécie de “funcionário público felino”. Desde então, já serviu sob seis primeiros-ministros e se tornou um símbolo de continuidade no coração do poder britânico.

De acordo com o perfil oficial no site do governo do Reino Unido, as atribuições de Larry incluem:
- Controlar a população de roedores no número 10 da Downing Street;
- Receber convidados;
- Inspecionar as “defesas de segurança” do prédio;
- Testar móveis antigos para avaliar a qualidade das sonecas.
Com livre circulação na residência oficial, o gato frequentemente rouba a cena ao aparecer diante da icônica porta preta da Downing Street, especialmente durante a chegada de líderes mundiais — para alegria dos fotógrafos.
Uma tradição centenária
Embora Larry seja o mais famoso ocupante do posto, ele não é o primeiro felino a atuar no governo britânico. Registros indicam que gatos já exerciam funções semelhantes desde a década de 1920. Há relatos ainda mais antigos da presença de felinos em residências oficiais que remontam ao reinado de Henrique VIII, no século 16.

Atualmente com 19 anos — o equivalente a mais de 90 anos em idade humana — Larry teria feito sua primeira captura oficial em abril de 2011, aos quatro anos de idade. Seu desempenho como caçador já foi motivo de debate na imprensa britânica, mas sua popularidade junto ao público nunca esteve em dúvida.
O “servidor” mais longevo de Downing Street
Originalmente adotado como animal de estimação para os filhos do então primeiro-ministro David Cameron, Larry acabou se consolidando como uma figura institucional.
Em um cenário político marcado por mudanças frequentes de liderança, o gato tornou-se um raro símbolo de estabilidade. Para muitos britânicos, parece até que os primeiros-ministros é que passam pelo cargo — enquanto Larry permanece.




