A crise migratória na fronteira entre Venezuela e Brasil alcança níveis preocupantes. De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2015 a 2024, cerca de 570 mil venezuelanos buscaram refúgio no Brasil em busca de melhores condições de vida, especialmente após acontecimentos políticos instáveis no país vizinho. Este fluxo crescente é concentrado principalmente no estado de Roraima, como principal ponto de entrada.
A situação se agravou após as recentes eleições municipais na Venezuela, em julho de 2025, que reforçaram o domínio do partido de Nicolás Maduro. A vitória do partido PSUV, liderado por Maduro, gerou desesperança entre muitos venezuelanos, que decidiram deixar seu país devido à falta de perspectivas futuras.
A média diária de chegadas à cidade de Pacaraima, porta de entrada em Roraima, dobrou, sobrecarregando ainda mais as estruturas locais.
A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por tropas americanas, ocorrida no último dia 3, deixou o governador de Roraima, Antonio Denarium, em alerta sobre uma nova onda migratória no estado.
Pressões sob infraestrutura local
A crescente chegada de migrantes está desafiando a capacidade dos serviços públicos em Roraima. O aumento significativo de pessoas sobrecarrega sistemas de saúde e educação, que já lidavam com grandes demandas antes do êxodo venezuelano.
A falta de documentação dos recém-chegados dificulta o acesso a serviços básicos, complicando ainda mais essa situação.
Muitas famílias estão chegando ao Brasil com a esperança de recomeçar. Pacaraima e Boa Vista, na fronteira norte do Brasil, têm sido os focos de chegada e acolhimento. O governo brasileiro e organizações sociais têm se esforçado para oferecer suporte através da operação Acolhida, que facilita a regularização e integração desses migrantes.




