Um estudo conduzido pela Northwestern University, em Illinois, revelou segredos sobre a preservação da acuidade mental em superidosos. Esses indivíduos, com mais de 80 anos, mantêm capacidade cognitiva comparável à de pessoas 20 a 30 anos mais jovens.
A pesquisa identificou que esses idosos possuem um hipocampo ativo com uma maior produção de neurônios jovens, evidenciando uma neuroplasticidade superior.
Papel da neuroplasticidade
A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de reorganizar suas funções. Em superidosos, foram encontrados mais neurônios jovens no hipocampo, região fundamental para a memória. Essa capacidade de gerar novas conexões neurais é crítica, dado que a formação de novas redes neuronais costuma diminuir com a idade.
Esses neurônios, altamente plásticos, são essenciais para manter a memória ativa. Estudos demonstram que a presença de neurônios CA1 nessas regiões contribui para a estabilização da função cognitiva.
Estruturas cerebrais
Os superidosos apresentam neurônios maiores no córtex entorrinal, região vital para a memória. O tamanho maior desses neurônios está associado a uma performance cognitiva aprimorada.
Além disso, a quantidade de emaranhados de tau, proteínas relacionadas ao Alzheimer, é significativamente menor nesses neurônios, o que sugere uma menor propensão à degeneração cognitiva.
A robustez estrutural nos sistemas de suporte do hipocampo, como os astrócitos, também é notável. Eles garantem uma sinalização eficiente, promovendo uma memória robusta.
Estilo de vida ativo
Embora algumas dessas pessoas convivam com doenças crônicas, todas compartilham um elemento-chave: a resiliência. O estilo de vida ativo, com exercícios físicos e atividades mentais, desempenha um papel crucial na preservação cognitiva.
Pesquisas apoiam que hábitos como aprendizado contínuo e socialização aumentam a resistência à degeneração neuronal.




