Os Estados Unidos confirmaram o uso inédito em combate da bomba GBU-72 Advanced 5K Penetrator, um artefato de aproximadamente 2,3 toneladas projetado para destruir estruturas fortificadas e alvos subterrâneos. A ação foi divulgada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) nesta quarta-feira (18).
De acordo com o comunicado, múltiplas bombas foram lançadas contra posições consideradas estratégicas na região do Estreito de Ormuz, associadas a sistemas de mísseis antinavio. A operação marca a estreia operacional do equipamento, cujo desenvolvimento foi concluído em 2021.
A GBU-72 foi projetada para atingir instalações protegidas por camadas de solo ou concreto, como bunkers, centros de comando e bases militares enterradas. O armamento possui estrutura reforçada e sistema de orientação por GPS, o que permite maior precisão no impacto.
No arsenal norte-americano, a bomba ocupa uma posição intermediária entre modelos já conhecidos. Ela é mais potente que a GBU-28, mas menos destrutiva que a GBU-57, utilizada em ataques a instalações nucleares e considerada uma das mais poderosas da categoria.
O principal vetor de lançamento é o caça-bombardeiro F-15E Strike Eagle, que passou por testes específicos para operar o equipamento. Também há estudos para integrar o armamento a aeronaves estratégicas, como o bombardeiro B-1B Lancer e o B-21 Raider, ainda em desenvolvimento.
Escalada de tensão preocupa comunidade internacional
O uso da nova bomba ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente em áreas estratégicas para o comércio global de petróleo, como o Estreito de Ormuz. Especialistas avaliam que o emprego de armamentos com maior capacidade de penetração indica uma mudança no padrão das operações militares, com foco em alvos mais protegidos.
Analistas também apontam que ações desse tipo elevam o risco de escalada no conflito, principalmente diante da importância geopolítica da região e da possibilidade de impactos no abastecimento energético mundial.
Apesar disso, autoridades norte-americanas afirmam que o objetivo das operações é neutralizar ameaças específicas e garantir a segurança de rotas marítimas consideradas essenciais para o comércio internacional.




