Os Estados Unidos estão considerando uma proposta surpreendente de pagar entre US$ 10 mil (cerca de R$ 53,9 mil) e US$ 100 mil (cerca de R$ 538 mil) por residente da Groenlândia. A iniciativa visa anexar o território à jurisdição americana, enfrentando a resistência tanto da Groenlândia quanto da Dinamarca.
O plano foi divulgado na semana passada e tem como objetivo “comprar” o apoio dos habitantes da ilha, que possui uma população aproximada de 57 mil pessoas. Com o pagamento, os residentes supostamente ficariam tentados a permanecer morando na ilha.
Os EUA buscam uma estratégia para incorporar a ilha sob seu controle, com a justificativa de que ela possui importância estratégica significativa. No entanto, o governo dinamarquês tem rejeitado enfaticamente qualquer negociação nesse sentido, considerando inaceitável a interferência estrangeira.
Tentativas de adesão e opções militares
Além da proposta financeira, a Casa Branca está analisando alternativas militares como parte de sua abordagem. Contudo, diplomacia e acordos estratégicos são preferidos.
Um modelo em discussão é o Compacto de Livre Associação, que envolve assistência militar e incentivos comerciais em troca da presença militar dos EUA na ilha. Este movimento demandaria a retirada da Groenlândia da jurisdição dinamarquesa.
Preocupações com a soberania
A Groenlândia, rica em recursos minerais, mantém uma posição firme contra a venda do território. Os EUA estão atentos ao potencial estratégico da região, buscando evitar a influência de potências rivais, como China e Rússia.
A inquietação sobre segurança regional continua a gerar debates, com reuniões e negociações esperadas para abordar a questão.




