Apesar de ser um vegetal amplamente consumido e presente na mesa dos brasileiros, a batata, especialmente na versão frita, pode representar um risco significativo à saúde. Um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard associou o consumo frequente de batatas fritas a um aumento expressivo no risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, levantando um alerta sobre hábitos alimentares considerados inofensivos.
Segundo os dados, pessoas que consomem três ou mais porções de batata frita por semana podem ter um risco até 20% maior de desenvolver a doença metabólica ao longo do tempo.
Do ponto de vista nutricional, a batata continua sendo um vegetal rico em amido, ou seja, uma fonte relevante de carboidratos. O problema, segundo os pesquisadores, não está no alimento em si, mas na forma como ele é preparado.
Enquanto batatas cozidas ou assadas, consumidas com moderação, não apresentaram associação significativa com o aumento do risco de diabetes, as batatas fritas concentram uma combinação desfavorável:
- alto teor de gordura
- carboidratos refinados
- elevada densidade calórica
Esse conjunto favorece picos rápidos de glicose no sangue, além de contribuir para ganho de peso e resistência à insulina — fatores diretamente ligados ao desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Por que as batatas fritas são mais perigosas?
A batata é classificada como um alimento de índice glicêmico moderado a alto, o que significa que pode elevar rapidamente os níveis de açúcar no sangue. Quando frita, esse efeito é potencializado pela gordura adicionada no preparo.
De acordo com a American Diabetes Association (ADA), alimentos ricos em amido não precisam ser excluídos da dieta, inclusive para pessoas com diabetes. No entanto, o controle de porções, a combinação com fibras, proteínas e gorduras saudáveis e o método de preparo são determinantes.
Comer batata junto de vegetais ricos em fibras, proteínas magras e gorduras boas pode reduzir o impacto glicêmico da refeição. Já acompanhamentos como manteiga, queijo, molhos cremosos e frituras aumentam ainda mais o risco metabólico.
Substituições que reduzem o risco
O estudo de Harvard também mostrou que substituir batatas por grãos integrais, como arroz integral, aveia ou quinoa, pode reduzir significativamente o risco de diabetes tipo 2. Esses alimentos liberam glicose de forma mais lenta no organismo e ajudam no controle da saciedade.
Especialistas reforçam que não se trata de demonizar a batata, mas de entender que batata frita continua sendo um vegetal — porém transformado em um alimento de risco quando consumido com frequência.




