A fabricante chinesa CRRC, considerada a maior empresa de suprimentos ferroviários do mundo, iniciou a implantação de uma fábrica no interior de São Paulo. A unidade será instalada em Araraquara e deve produzir trens para o metrô paulista, com previsão de início das operações no segundo semestre deste ano.
O projeto faz parte de um pacote de investimentos em mobilidade urbana financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que soma R$ 5,6 bilhões. Os recursos incluem:
- R$ 3,2 bilhões para o Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas
- R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2-Verde do metrô
Os novos trens que irão operar na capital paulista serão produzidos pela própria CRRC no Brasil, com entrega prevista a partir de 2027.

Nova fábrica já gera empregos
A unidade industrial ocupa o espaço de uma antiga planta da Hyundai, desativada anteriormente. Mesmo antes do início completo da produção, a empresa já começou a contratar trabalhadores e instalar as linhas de montagem.
A chegada da CRRC é vista como um passo estratégico para fortalecer a indústria ferroviária nacional e reduzir a dependência de importações no setor.
Durante a cerimônia de anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância do investimento e criticou decisões passadas que reduziram o protagonismo das ferrovias no país.
Segundo ele, o Brasil poderia ter desenvolvido um sistema integrado entre rodovias e ferrovias, semelhante ao de países europeus, mas acabou priorizando o transporte rodoviário ao longo das décadas.
Trens mais modernos no radar
Com a produção local e transferência de tecnologia, a expectativa é que São Paulo passe a contar com trens mais modernos, eficientes e sustentáveis, alinhados aos padrões internacionais.
A iniciativa também integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização da mobilidade urbana no país.
A entrada da maior fabricante ferroviária do mundo no Brasil reforça o movimento de retomada do setor e pode marcar uma nova fase para o transporte sobre trilhos no estado.




