A falta de exposição ao sol, especialmente quando combinada ao sedentarismo, pode favorecer o desenvolvimento da osteoporose, uma doença silenciosa que enfraquece os ossos e afeta principalmente idosos acima dos 60 anos. O alerta é de especialistas em saúde óssea e ganha relevância diante de dados que mostram que cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com a condição, segundo a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF).
De acordo com o médico Luiz Felipe Carvalho, ortopedista especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa, o hábito mais prejudicial à saúde dos ossos é o sedentarismo, sobretudo quando associado à pouca exposição solar.
“A ausência de impacto e carga reduz o estímulo para a formação óssea, acelerando a perda de densidade”, afirma Luiz Felipe Carvalho, em entrevista ao Metrópoles.
Diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), o médico explica que, sem movimento, o corpo “entende” que não precisa reforçar a estrutura óssea. Esse processo se intensifica em pessoas que passam a maior parte do tempo em ambientes fechados e se expõem pouco ao sol.
Vitamina D: peça-chave contra a osteoporose
A exposição solar tem papel central na prevenção da osteoporose porque estimula a produção de vitamina D, essencial para a absorção do cálcio pelo organismo. Quando os raios ultravioleta do tipo UVB entram em contato com a pele, ocorre a síntese da vitamina D3, que posteriormente é ativada pelo fígado e pelos rins.
A deficiência dessa vitamina compromete diretamente a saúde óssea, aumentando o risco de fraturas. Idosos, pessoas que usam protetor solar de forma excessiva ou que quase não se expõem ao sol estão entre os grupos mais vulneráveis.
Doença silenciosa e de alto impacto
Conhecida como uma doença silenciosa, a osteoporose costuma não apresentar sintomas até que ocorra uma fratura. A condição é caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos mais porosos e frágeis. Embora seja mais comum em idosos — e em mulheres após a menopausa —, também pode atingir jovens e até crianças.
Especialistas recomendam medidas simples, mas eficazes, para manter a saúde óssea ao longo da vida:
- Exposição diária ao sol, por curtos períodos, evitando queimaduras;
- Atividades físicas com impacto leve, como caminhada, dança, pilates e yoga;
- Alimentação rica em cálcio e vitamina D, com peixes, laticínios e vegetais verdes;
- Acompanhamento médico, especialmente para quem já apresenta osteopenia ou osteoporose.




