A Baía de Guaratuba, no litoral do Paraná, testemunha o retorno dos guarás (Eudocimus ruber) após oito décadas de ausência. Desde 2008, essa espécie endêmica começou a regenerar sua presença na região, mas foi a partir de 2017 que o fenômeno se consolidou.
Atualmente, em 2026, mais de 4 mil guarás habitam o local, revigorando o ecoturismo e destacando a importância da preservação ambiental.
Os guarás representam um sinal de recuperação dos manguezais e áreas estuarinas de Guaratuba. Essas aves dependem desses ecossistemas para sobrevivência, usando-os para alimentação e abrigo. O retorno dos guarás não apenas indica a melhoria do ambiente, mas também impulsiona a economia local, através do ecoturismo responsável.

Impacto no turismo
A reintrodução dos guarás transformou Guaratuba em um destino turístico cobiçado. Os turistas se reúnem para observar as revoadas no fim da tarde na ilha-dormitório, reforçando o crescimento do turismo sustentável.
A presença das aves é uma oportunidade econômica para a comunidade, rica em cultura caiçara e práticas de ecoturismo.
Conservação ambiental
O retorno das aves levou à implementação de programas de educação ambiental e à formação de guias especializados. Órgãos locais têm promovido cursos para condutores, garantindo que a interação com o ambiente dos guarás seja feita de maneira responsável, preservando o habitat e assegurando a continuidade do turismo sustentável.
Papel ecológico dos guarás
Os guarás atuam como espécies “guarda-chuva”. Sua conservação beneficia todo o ecossistema estuarino, incluindo outras espécies que compartilham o mesmo habitat.
Projetos científicos dedicam-se a estudar a população de guarás e a implementar estratégias de preservação, assegurando que a proteção das aves favoreça a biodiversidade de Guaratuba.
A Baía de Guaratuba exemplifica como a conservação pode se integrar ao desenvolvimento econômico, garantindo que a prosperidade local não ameace os ecossistemas naturais.




