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Famosa marca de carros vai mandar embora 50 mil funcionários

Por Pedro Silvini
13/03/2026
Em Geral
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BYD

(Reprodução/Freepik)

A Volkswagen anunciou um amplo plano de reestruturação que prevê o corte de até 50 mil empregos até o fim da década, principalmente na Alemanha. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir custos diante da queda nas vendas em mercados importantes, como China e América do Norte, além do impacto de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O grupo alemão, considerado o maior fabricante de automóveis da Europa e dono de marcas como Audi e Porsche, busca ajustar suas operações diante de um cenário global mais desafiador para a indústria automotiva.

Parte dos cortes já havia sido negociada com sindicatos alemães no fim de 2024. Na ocasião, a empresa fechou um acordo para eliminar mais de 35 mil postos de trabalho até 2030, em um processo descrito como socialmente responsável, que inclui aposentadorias e saídas naturais de funcionários.

A nova estimativa amplia o alcance do ajuste, que deve atingir diferentes áreas do grupo. A meta da companhia é economizar cerca de 15 bilhões de euros nos próximos anos.

Segundo o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, a atual margem de lucro da empresa não é suficiente para garantir sustentabilidade no longo prazo, o que exige novas medidas de redução de custos.

Queda de vendas pressiona resultados

A montadora também enfrenta dificuldades em alguns dos seus principais mercados. A demanda por veículos da Volkswagen caiu na China, país que por muitos anos foi um dos mais lucrativos para a companhia. Ao mesmo tempo, fabricantes chineses passaram a ganhar espaço no mercado europeu, aumentando a concorrência.

Nos Estados Unidos, o cenário também se tornou mais complexo após a decisão do presidente Donald Trump de impor tarifas de 25% sobre carros importados, o que elevou os custos para montadoras estrangeiras.

Em 2025, a Volkswagen entregou cerca de 8,98 milhões de veículos em todo o mundo, uma queda de 0,5% em relação ao ano anterior.

Lucro menor e pressão sobre o futuro

Os resultados financeiros também refletiram o cenário mais difícil. O lucro líquido da empresa caiu de 12,4 bilhões de euros para 6,9 bilhões de euros no último ano.

Para 2026, a companhia prevê uma margem de lucro operacional entre 4% e 5,5%, patamar considerado baixo para os padrões históricos da empresa.

Apesar do anúncio dos cortes, as ações da Volkswagen chegaram a subir cerca de 3,7% na bolsa de Frankfurt, acompanhando um movimento de alta do mercado europeu.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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