A muçurana, uma serpente não peçonhenta, tem se tornado um ponto de discussão importante entre pecuaristas no Brasil. Reconhecida por seu papel no controle de cobras venenosas, ela é cada vez mais valorizada em fazendas por devorar espécies perigosas, como cascavéis e jararacas.
Essa relação benéfica é observada principalmente em áreas rurais, onde os riscos associados a cobras venenosas são significativos.

A presença da muçurana contribui para a segurança de trabalhadores rurais e proteção dos rebanhos. Assim, busca-se entender melhor os benefícios que essa serpente oferece ao ambiente rural, que sofre com a ameaça constante de cobras venenosas.
Eficiência da muçurana no controle de pragas
A muçurana é conhecida por sua dieta ofiófaga, alimentando-se principalmente de outras serpentes, inclusive as venenosas. Ao reduzir a população de cobras peçonhentas nas áreas de pastagem, a muçurana diminui os riscos de acidentes com humanos e animais. Isso protege valiosos rebanhos e minimiza prejuízos financeiros para os pecuaristas.
O valor da muçurana na pecuária não deve ser subestimado. A perda de um único animal pode resultar em grandes prejuízos, considerando o investimento em genética e manejo. Portanto, a presença dessa serpente no ecossistema rural oferece um método natural e eficaz de controle de pragas.
A importância cultural da muçurana no Brasil vai além da pecuária. Derivada do tupi-guarani, seu nome reflete seu papel no equilíbrio natural. Entre 1991 e 1994, chegou a ser representada em cédulas de 10 mil cruzeiros, homenageando o cientista Vital Brazil. Isso ilustra sua contribuição no combate aos venenos através da extração de soros antiofídicos.




