Um dos fenômenos astronômicos mais aguardados de 2026, o eclipse lunar total — popularmente chamado de “Lua de Sangue” — pôde ser observado parcialmente no Brasil nesta terça-feira (3). Embora o espetáculo completo não foi visível no país, moradores do Acre e do Oeste do Amazonas tiveram as melhores condições para acompanhar ao menos parte do evento.
O eclipse foi visível em totalidade na América do Norte, no Oceano Pacífico, na Austrália e no Leste da Ásia. No território brasileiro, a observação foi limitada às fases iniciais, antes de a Lua se pôr no horizonte oeste.
O fenômeno começou às 5h44 (horário de Brasília), com a fase penumbral, quando a Lua entrou na parte mais clara da sombra da Terra e sofreu um leve escurecimento. Às 6h50 iniciou-se a fase parcial, momento em que a umbra — a região mais escura da sombra terrestre — começa a encobrir o satélite natural
No entanto, nesse horário o Sol já estava nascendo em grande parte do Brasil, e a Lua esteve muito próxima do horizonte, o que dificultou a visualização na maioria das cidades.
A fase total, quando a Lua adquiriu a coloração avermelhada característica, está prevista para as 8h34. Nesse momento, porém, o satélite foi se posto em todo o território brasileiro, impossibilitando a observação da chamada “Lua de Sangue” completa no país.

Por que a Lua fica vermelha?
O eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite. Esse alinhamento só é possível durante a Lua cheia.
Mesmo totalmente encoberta pela sombra da Terra, a Lua não desaparece. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e sofre espalhamento, o mesmo fenômeno que deixa o céu azul durante o dia e o pôr do sol avermelhado. A atmosfera filtra os tons azulados e permite que a luz avermelhada alcance a superfície lunar, criando o efeito visual que dá origem ao nome “Lua de Sangue”.
Em casos assim, para quem estiver em regiões com melhor visibilidade, não é necessário equipamento especial para observar o fenômeno. Basta olhar para o céu, desde que as condições meteorológicas estejam favoráveis. Binóculos ou telescópios podem aprimorar a experiência, mas não são indispensáveis.




