Considerado o prêmio mais prestigiado da indústria do cinema, o Oscar desperta curiosidade além do reconhecimento artístico, como também pelo valor da famosa estatueta dourada. Apesar da aparência luxuosa, o custo real de produção do troféu é relativamente modesto: estimativas indicam que cada peça custa entre US$ 400 e US$ 1.000 para ser fabricada.
A estatueta entregue aos vencedores da premiação da Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS) é feita de bronze sólido e recebe um acabamento com banho de ouro de 24 quilates. O processo de fabricação é artesanal e pode levar até três meses para a produção de cerca de 50 unidades.
Atualmente, as estatuetas são fundidas pela empresa UAP Polich Tallix, em Nova York. Após a fundição em bronze, as peças passam por um processo de galvanização em ouro realizado pela empresa Epner Technology, especializada nesse tipo de acabamento.
Segundo registros oficiais da Academia, o troféu possui medidas bem definidas:
- Altura: 34,3 centímetros
- Peso: aproximadamente 3,85 quilos
- Diâmetro da base: cerca de 13,3 centímetros
O design da estatueta foi criado em 1927 por Cedric Gibbons, diretor de arte da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). A figura representa um cavaleiro segurando uma espada, em pé sobre um rolo de filme com cinco raios, que simbolizam os ramos originais da Academia: atores, diretores, produtores, técnicos e roteiristas.
Regra impede venda do troféu
Apesar do valor simbólico e da curiosidade sobre seu preço, os vencedores não podem comercializar livremente a estatueta. Desde 1951, uma regra da Academia determina que o troféu não pode ser vendido ou transferido sem antes ser oferecido de volta à própria organização pelo valor simbólico de US$ 1.
Essa condição faz parte do termo que todos os vencedores precisam assinar ao receber o prêmio. A obrigação também se estende aos herdeiros e sucessores, que devem seguir a mesma regra caso decidam se desfazer do objeto.
Segundo a Academia, a medida existe para garantir que o Oscar não se torne um item de comércio, preservando o valor simbólico do prêmio.
Exemplares antigos já alcançaram milhões
Estatuetas concedidas antes de 1951, quando a regra ainda não existia, podem ser vendidas legalmente no mercado de colecionadores. Em leilões realizados pela casa Christie’s, por exemplo, quatro Oscars antigos foram vendidos por um total de US$ 2,7 milhões.
A Academia, no entanto, costuma agir judicialmente quando tenta impedir vendas consideradas irregulares. Em 2014, a organização processou o sobrinho de um vencedor do Oscar de 1942 que tentou colocar a estatueta à venda em um leilão na Califórnia.




