A FIFA oficializou o Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027, marcando a primeira vez que o principal torneio da modalidade será disputado na América do Sul. A competição ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho, reunindo 32 seleções e um total de 64 partidas.
O principal palco será o Estádio do Maracanã, que receberá a abertura e a final do torneio, além de outros seis jogos ao longo da competição.
Ao todo, dez estádios foram selecionados para receber as partidas, todos eles modernizados ou construídos para a Copa do Mundo masculina de 2014. Entre os destaques estão a Neo Química Arena, o Mineirão e o Estádio Mané Garrincha, que também terão papel central no calendário de jogos.
O Maracanã sediará oito partidas, incluindo confrontos da fase de grupos, mata-mata e a grande decisão. O Mané Garrincha e o Mineirão também receberão oito jogos cada, incluindo fases eliminatórias e a disputa pelo terceiro lugar.
A escolha dos estádios aproveita o legado estrutural deixado pelo Mundial de 2014, reduzindo a necessidade de novos investimentos em infraestrutura.
Formato e seleções classificadas
A Copa contará com 32 seleções divididas em oito grupos de quatro equipes. O Brasil já está automaticamente classificado por ser o país-sede. Até o momento, outras seleções já garantiram presença, como Seleção Japonesa Feminina, Seleção Australiana Feminina e Seleção Chinesa Feminina, entre representantes da Ásia.
As demais vagas serão definidas por torneios continentais ao longo de 2026 e 2027, além de um sistema de repescagem que distribuirá três vagas adicionais.
Influência de Marta e impacto do evento
A escolha do Brasil teve forte articulação nos bastidores, com destaque para a atuação da Marta, considerada uma das maiores jogadoras da história do futebol feminino. A atleta participou diretamente da promoção da candidatura brasileira junto a lideranças internacionais, defendendo o potencial do país para impulsionar o crescimento da modalidade.

Além do impacto esportivo, autoridades destacam o potencial social do evento, especialmente no incentivo à participação feminina no esporte e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero.
Com a definição das sedes e estrutura, o Brasil inicia a contagem regressiva para receber um dos maiores eventos esportivos do mundo, com expectativa de movimentar turismo, economia e ampliar a visibilidade do futebol feminino no continente.




