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Filmes devem ficar menos tempo em cartaz nos cinemas após decisão da Netflix

Por Pedro Silvini
02/01/2026
Em Geral
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Netflix

(Reprodução/Netflix)

Os filmes exibidos nos cinemas podem passar a ficar menos tempo em cartaz nos próximos anos. Segundo informações do site Deadline, a possível compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix deve resultar em uma mudança profunda no modelo de lançamento dos longas-metragens, com janelas de apenas 17 dias nas salas antes da chegada ao streaming — um período bem inferior ao defendido historicamente pela indústria cinematográfica.

Fontes ouvidas pelo Deadline afirmam que a Netflix, comandada por Ted Sarandos e Greg Peters, defende uma janela reduzida de 17 dias entre a estreia no cinema e a disponibilização no catálogo da plataforma. A proposta entra em choque direto com redes exibidoras como a AMC, maior cadeia de cinemas dos Estados Unidos, que considera 45 dias o prazo mínimo para viabilizar o modelo econômico das salas.

Em outro momento, Sarandos já havia declarado não acreditar em janelas longas de exclusividade no cinema, defendendo decisões “de acordo com os interesses do público”. Ainda assim, o discurso recente do executivo indica um ajuste de tom diante da reação do mercado.

Netflix promete manter lançamentos nos cinemas

Em dezembro, Ted Sarandos tentou acalmar os exibidores ao afirmar que a Netflix pretende manter lançamentos tradicionais nos cinemas caso a aquisição da Warner seja concluída.

“Nossa intenção ao comprar a Warner Bros. será continuar lançando filmes de estúdio da Warner Bros. nos cinemas, seguindo as janelas de exibição tradicionais”, disse Sarandos.
“Nunca tínhamos entrado nesse mercado antes porque não tínhamos um mecanismo de distribuição para cinemas. Monetizávamos os filmes por meio da assinatura, pois era assim que o negócio crescia mais rapidamente”, completou.

Apesar da fala, o conceito de “janela tradicional” segue indefinido, o que mantém o setor em alerta.

Aquisição bilionária e resistência do setor

O acordo anunciado pela Netflix para adquirir a Warner Bros. Discovery está avaliado em cerca de US$ 83 bilhões, somando dinheiro e ações, com a empresa sendo precificada em US$ 27,75 por ação. O negócio é um dos maiores da história do entretenimento global e marca uma virada estratégica da Netflix, que passaria a controlar um dos maiores estúdios de Hollywood.

A operação, no entanto, enfrenta forte resistência. Cineastas, produtores e sindicatos pediram ao Congresso dos Estados Unidos uma análise antitruste rigorosa, alegando risco de concentração excessiva de mercado. Concorrentes como a Paramount Skydance também questionaram a lisura do processo, acusando a Warner de favorecer a Netflix durante as negociações.

Stranger Things ajudou a pavimentar o caminho

Um dos fatores que encorajaram a Netflix a avançar sobre o mercado exibidor foi o desempenho surpreendente de Stranger Things nos cinemas durante exibições especiais de Ano-Novo. Mesmo sem venda direta de ingressos, o evento gerou mais de US$ 25 milhões em consumo de bomboniere, superando a arrecadação de filmes tradicionais no período.

Só a AMC respondeu por cerca de US$ 15 milhões, com público superior a 750 mil pessoas. O modelo adotado exigia a compra de vouchers de alimentação para acesso às sessões, contornando restrições contratuais e servindo como teste de viabilidade comercial fora do streaming.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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