O pedágio da Ecovias Sul, presente no sistema BR-116/392, a rota portuária do Rio Grande do Sul, é considerado um dos mais caros do Brasil, gerando muitas reclamações não apenas pelo preço salgado, mas por sua ineficiência. Mas pode ser que esse pedágio acabe muito em breve…
O Ministério dos Transportes publicou recentemente a Portaria nº 842 no Diário Oficial da União, que autoriza o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a nova concessão do sistema. Como explica o Click Petróleo e Gás, essa decisão também abre espaço para o esquema de pedágio, incluindo tarifas e pontos de cobrança, ser repensado.
Mas calma: o pedágio só é retirado depois do fim da concorrência pública em busca da nova empresa que ficará responsável por administrar esses trechos. De acordo com a CNN Brasil, o leilão para a nova concessão está previsto para acontecer em agosto do ano que vem.
EVTEA deve “corrigir distorções acumuladas” do pedágio
Consultados pelo governo, especialistas apontam que essa revisão da concessão para a Ecovias Sul se tornou necessária para “corrigir distorções acumuladas, atualizar padrões operacionais e modernizar a forma de cobrança”. O estudo vai analisar 456,2 km de rodovias, como o trecho da BR-116 entre Jaguarão e Camaquã e o da BR-392 entre Rio Grande e Santana da Boa Vista.
Além da revisão do sistema de pedágio, o estudo também deve apontar a necessidade de melhorias na infraestrutura desses trechos, como a necessidade de ampliação de faixas e modernização de pavimentos. Esse estudo orienta o edital da próxima licitação, criando diretrizes para a empresa que assumir o lugar da Ecovias Sul na administração desses trechos de rodovia.



