O Brasil entra definitivamente no radar das grandes redes globais de moda. O grupo espanhol Inditex, controlador da Zara, confirmou a chegada da Bershka ao país, com a abertura da primeira loja física no Shopping Morumbi, em São Paulo, prevista para o primeiro semestre de 2026. Os tapumes já instalados no centro de compras antecipam a estreia da marca, conhecida por seu apelo jovem, urbano e conectado às tendências internacionais.
Criada em 1998, a Bershka não é uma extensão da Zara, mas uma marca independente dentro do portfólio da Inditex. Desde a sua origem, construiu uma identidade voltada ao público jovem, com forte influência do streetwear e da cultura contemporânea. O jeans é um dos pilares da etiqueta, presente em calças, jaquetas e peças-chave com diferentes lavagens e modelagens atuais, além de referências ao street style global.

O mix de produtos inclui moda feminina e masculina, acessórios e calçados, compondo looks completos alinhados a um lifestyle urbano e conectado. A operação global da Bershka contava com 859 lojas em outubro de 2025, distribuídas por diversos mercados estratégicos.
A chegada da Bershka reforça o movimento recente da Inditex no Brasil. Após a inauguração de uma pop-up da Zara em Trancoso, o grupo espanhol avança agora com uma aposta mais estruturada no varejo físico nacional. Apesar de ainda não contar com perfis oficiais nas redes sociais brasileiras, a marca confirmou que a abertura acontecerá ainda no primeiro semestre de 2026.
Brasil no radar das gigantes internacionais
A Bershka se junta a uma lista crescente de nomes internacionais que decidiram investir no mercado brasileiro. A sueca H&M já anunciou a abertura de cinco novas lojas em 2026, sendo duas no Rio Grande do Sul, duas no Rio de Janeiro e uma em Sorocaba. A Shein, por sua vez, realizou pop-up stores em oito cidades brasileiras nos últimos quatro anos.
Já a Dover Street Market, multimarcas fundada pela estilista Rei Kawakubo e por Adrian Joffe, prepara sua chegada a São Paulo ainda neste ano, trazendo marcas inéditas no país, como Simone Rocha e Junya Watanabe.
Cenário econômico favorável
O interesse dessas gigantes é impulsionado por um conjunto de fatores econômicos. Dados do Banco Central indicam que o investimento estrangeiro direto no Brasil atingiu US$ 84,1 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, o maior volume registrado nos últimos dez anos. O ambiente de consumo, aliado ao tamanho do mercado interno, ajuda a explicar o movimento.




