Desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994, o salário mínimo no Brasil passou por uma trajetória de crescimento real, ultrapassando significativamente o valor que teria caso fosse ajustado apenas pela inflação. Naquele ano, o salário inicial era de R$ 64,79. Em 2026, esse valor é R$ 1.556,21 maior.
Se tivesse acompanhado estritamente a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até o início de 2026, o valor alcançado seria de aproximadamente R$ 625,00. O salário mínimo efetivo, no entanto, é de R$ 1.621,00, representando um ganho real de cerca de 160% acima da inflação acumulada no período.
Os dados mostram que o poder de compra do trabalhador brasileiro que recebe o salário mínimo subiu consideravelmente de 1994 para cá, embora essa percepção possa variar dependendo do que o trabalhador consome.
Crescimento real
O crescimento real do salário mínimo desde 1994 reflete políticas de valorização que foram consolidadas ao longo das últimas décadas, elevando o rendimento também em termos de dólar e fortalecendo o poder de compra da população de baixa renda.
Atualmente, o salário mínimo em moeda estrangeira situa-se no patamar de aproximadamente US$ 300,00, valor significativamente superior aos US$ 64,00 do início do Plano Real. Esse avanço contribui para a distribuição de renda e estimula o consumo em setores essenciais, como alimentação, transporte e serviços cotidianos.
Valor ainda seria insuficiente
Apesar do avanço histórico, especialistas e órgãos como o DIEESE apontam que o valor atual ainda é insuficiente para garantir um padrão de vida confortável para famílias em grandes centros urbanos.
O salário mínimo de 2026 ainda não cobre integralmente as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, que precisaria de um rendimento cerca de quatro vezes superior para suprir plenamente os custos com alimentação, habitação, saúde, educação e lazer.



