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Governo anuncia nova taxação de 10% para trabalhadores em 2026

Por Pedro Silvini
01/12/2025
Em Geral
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Imposto de Renda IR

(Reprodução/Agência Brasil)

O governo federal sancionou as novas regras do Imposto de Renda que passam a valer a partir de 2026 e alteram a tributação de contribuintes de alta renda. A principal mudança é a criação de uma alíquota de 10% de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre lucros e dividendos iguais ou superiores a R$ 50 mil, recebidos de uma mesma empresa em um único mês.

O objetivo é compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção e a redução do imposto para quem ganha até R$ 7.350 mensais.

(Reprodução/Diogo Zacarias/MF)

Taxação de lucros e dividendos

  • Quem receber R$ 50 mil ou mais em lucros/dividendos de uma mesma empresa dentro do mês pagará 10% de IRRF.
  • Se o pagamento for fracionado, a empresa deve somar todos os repasses mensais antes de aplicar o desconto.
  • Hoje, dividendos são isentos — o que favorece profissionais “pejotizados”. A nova tributação busca corrigir essa distorção.

Aplicação e prazo

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  • As regras entram em vigor no exercício de 2026, com declaração em 2027.

Imposto mínimo para altas rendas

  • Contribuintes com renda anual a partir de R$ 600 mil terão uma cobrança mínima progressiva.
  • A alíquota chega a 10% para quem recebe R$ 1,2 milhão ou mais por ano (cerca de R$ 100 mil mensais).
  • Estimativa do governo: 140 mil brasileiros de alta renda serão impactados.

O que não entra na conta

Ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos acumulados, aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações ficam fora do cálculo do imposto mínimo.

Ampliação da isenção do IRPF

A lei também amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com descontos para rendas de até R$ 7.350.
O governo afirma que cerca de 15 milhões de brasileiros deixarão de pagar IR, somando isentos e beneficiados com redução.

Durante a cerimônia de sanção, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o caráter social da medida e afirmou que o país “não pode continuar sendo desigual”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a mudança como “o passo mais significativo rumo à justiça tributária” no país.

Equilíbrio fiscal e limites de cobrança

A equipe econômica afirma que a reforma não gera impacto negativo às contas públicas porque a taxação sobre maiores rendas compensa a isenção ampliada. A lei ainda cria limites para evitar que, somando tributos da empresa e do contribuinte, o valor ultrapasse percentuais máximos. Se isso ocorrer, haverá restituição no ajuste anual.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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