O governo federal atualizou novamente o valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621. O novo piso nacional começou a valer a partir desta quinta-feira (1º) e representa um reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103. A última correção havia sido aplicada na transição de 2024 para 2025.
O reajuste foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador acumulou 4,18% em 12 meses até novembro, índice utilizado como base para a correção inflacionária do salário mínimo.
Além da inflação, a regra de valorização prevê um ganho real vinculado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Em dezembro, o IBGE revisou os dados do PIB de 2024, confirmando crescimento de 3,4%. No entanto, o chamado arcabouço fiscal limita o aumento real das despesas públicas a um teto de 2,5% ao ano.
Com essa trava fiscal, o ganho acima da inflação ficou dentro do limite permitido, resultando no valor final de R$ 1.620,99, arredondado para R$ 1.621, conforme determina a legislação.
Quem recebe o novo valor
Embora o novo salário mínimo passe a vigorar em janeiro, os pagamentos com o valor reajustado começam a ser feitos em fevereiro, já que os salários e benefícios são pagos no mês seguinte ao período trabalhado ou de referência.
O aumento impacta diretamente quem recebe o piso nacional ou benefícios vinculados a ele, como aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e seguro-desemprego.
Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano. O cálculo considera o efeito do reajuste sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo em um cenário de maior restrição fiscal.
Ainda de acordo com o Dieese, o reajuste beneficia aproximadamente 62 milhões de pessoas, entre trabalhadores formais, informais e beneficiários da Previdência Social.
Outras mudanças no início do ano
Além do novo salário mínimo, outra medida passa a valer neste início de ano: quem recebe até R$ 5 mil mensais deixará de pagar Imposto de Renda, com a isenção aplicada na folha de pagamento a partir de fevereiro. A medida, sancionada no fim de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve beneficiar cerca de 15 milhões de contribuintes.




