O novo teto do INSS para 2026, anunciado pelo governo federal, será de R$ 8.475,55. Este reajuste de 3,9% é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.
A atualização visa ajustar o poder de compra dos aposentados e pensionistas, embora o INPC seja inferior ao IPCA. Isso pode não resultar em ganho real para todos os beneficiários.
Quem é impactado pelo reajuste
Mais de 12,2 milhões de beneficiários que recebem acima do piso nacional sentirão o impacto dessa mudança. O aumento, que não cobre totalmente a inflação medida pelo IPCA, significa uma redução do poder aquisitivo para muitos. Quem começou a receber os benefícios ao longo de 2025 verá um reajuste proporcional ao tempo de concessão.
Com o novo salário mínimo nacional fixado em R$ 1.621,00, cerca de 21,9 milhões de segurados serão diretamente afetados. As contribuições ao INSS foram ajustadas para variar entre 7,5% e 14%, de acordo com as faixas salariais. Isso é relevante para empregados, domésticos e trabalhadores avulsos, permitindo que as contribuições se ajustem melhor às condições econômicas atuais.
Outras atualizações nos benefícios
Além do teto do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também foi ajustado para R$ 1.621,00. Este benefício é destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza.
A cota do salário-família foi fixada em R$ 67,54 para segurados com remuneração mensal até R$ 1.980,38, refletindo as mudanças econômicas e sociais em curso.
A partir de 26 de janeiro, os segurados que recebem o piso previdenciário começarão a perceber os valores ajustados. Já aqueles que ganham acima do piso receberão o benefício reajustado a partir de 2 de fevereiro, de acordo com o calendário do INSS.




