O Governo do Brasil lançou a campanha “Se liga ou eu ligo 180” para combater o assédio e a violência contra as mulheres durante o Carnaval de 2026. O anúncio oficial ocorreu no último dia 19 de janeiro na Cidade do Samba, Rio de Janeiro, em um evento que contou com a presença de representantes do Ministério das Mulheres, Embratur e Liesa.
A campanha visa divulgar o Ligue 180, canal de denúncias disponível 24 horas e acessível também pelo WhatsApp, para facilitar a proteção das mulheres durante a folia.
A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Mulheres, enfatiza que a segurança das mulheres nos espaços públicos é essencial. O lema central é que o assédio não deve fazer parte do Carnaval e que todos devem assumir a responsabilidade coletiva por um ambiente seguro.
A campanha está presente em diversas capitais, incluindo São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, além de cidades como Recife e Olinda.
Estrutura da campanha
A campanha é estruturada em três eixos principais: garantir o direito das mulheres à festa, afirmar que violência não faz parte do Carnaval e promover responsabilidade coletiva no combate ao assédio.
Elementos visuais como painéis, faixas, adesivos e materiais informativos estão distribuídos em locais estratégicos para reforçar a mensagem. Iluminação temática e QR codes também são parte das ações.
Além do material visual, a campanha aposta em parcerias com secretarias estaduais e municipais, ampliando assim sua atuação com ações significativas, como balões e faixas em várias cidades-chave do país.
A campanha se baseia em colaborações estratégicas, como a parceria com a Embratur e a Liesa, resultando em um investimento de R$ 12 milhões. O apoio financeiro visa garantir uma infraestrutura que assegure condições seguras para a participação das mulheres nas festividades.
A cooperação com instituições culturais e governamentais permite a implementação de ações diversas, abrangendo desde campanhas de conscientização pública até medidas práticas de suporte às mulheres.
O lançamento da campanha atendeu a um cenário preocupante: cerca de 45% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de assédio durante o Carnaval, conforme pesquisa do Instituto Locomotiva.




