O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu uma investigação para apurar o investimento de mais de R$ 100 milhões feitos pelo Rioprevidência em instituições financeiras não credenciadas. O Rioprevidência é a a autarquia responsável por pagar a aposentadoria e outros benefícios dos servidores aposentados do estado.
Como explica o jornal Extra, “a autarquia centraliza recursos, como royalties do petróleo, para garantir esses pagamentos, mas enfrenta investigações por investimentos de risco.”
O investimento foi feito entre os dias 24 e 29 de dezembro, nos seguintes fundos:
- Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada;
- R CAP Soberano;
- e R CAP Alocação.
Rioprevidência já tinha recebido recomendação do Ministério Público
De acordo com o Metrópoles, um ponto que pesa contra o Rioprevidência é que esse investimento de R$ 100 milhões foi feito mesmo depois do MPRJ recomendar que a autarquia adotasse medidas para proteger o patrimônio previdenciário dos servidores do Estado. Essa recomendação do ministério veio depois da liquidação extrajudicial do Banco Master, onde o Rioprevidência tinha aplicado cerca de R$ 970 milhões, que ficaram retidos depois da liquidação.
O MPRJ notificou o Rioprevidência e, em até cinco dias, a autarquia precisa encaminhar estudos técnicos, atas de reuniões e procedimentos administrativos que expliquem o investimento em instituições financeiras não credenciadas. Nesse mesmo prazo, o Rioprevidência deve informar a real situação de empréstimos consignados que os servidores e pensionistas do estado realizaram junto ao Credcesta, administrado pelo falecido Master.
O Metrópoles entrou em contato com o Rioprevidência para saber o posicionamento da autarquia em relação às investigações do Ministério Público, mas ainda não tinha respondido quando escrevemos esse texto.




