O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está pressionando empresas de cartões de crédito a limitarem as suas taxas de juros a apenas 10% ao ano até o dia 20 de janeiro. Essas taxas têm se mantido acima dos 20% nos últimos anos. A exigência de Trump colocou várias empresas emissoras de cartões na mira, como JPMorgan Chase & Co., Capital One Financial Corp. e Citigroup Inc.
Republicanos e democratas pressionam pela diminuição da taxa de juros dos cartões
De acordo com o InfoMoney, as altas taxas de juros de cartões de crédito são alvo de projetos de lei tanto dos republicanos – partido de Trump – quanto dos democratas, mas esses projetos encontraram uma forte resistência do setor financeiro. Associações bancárias divulgam previsões de que, caso as taxas de juros fossem diminuídas, as consequências seriam “desastrosas”, com o risco de estadunidenses perderem o acesso ao crédito e ficando à mercê de agiotas e casas de penhores.
Com a pressão de Trump pela diminuição das taxas, grupos do setor divulgaram uma declaração conjunta em um tom moderado, afirmando que eles também querem ajudar os norte-americanos a terem um crédito mais acessível, mas que as evidências são contra.
“As evidências mostram que um limite de 10% na taxa de juros reduziria a disponibilidade de crédito e seria devastador para milhões de famílias americanas e proprietários de pequenas empresas que dependem e valorizam seus cartões de crédito, justamente os consumidores que esta proposta pretende ajudar”, afirma o comunicado, segundo o InfoMoney.
O argumento dos bancos para as altas taxas dos cartões é a devido à impossibilidade de amortizar as perdas em casos em que as pessoas não têm casas ou carros que podem ser “tomadas” pelo banco.




