O Partido Social Democrático oficializou no último dia 30, em São Paulo, o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, durante coletiva de imprensa, encerrando um processo interno que envolvia também os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, este último tendo retirado sua pré-candidatura na semana anterior.
Em seu discurso após a oficialização, Caiado defendeu a proposta de uma anistia ampla e irrestrita como primeiro gesto caso eleito, afirmando que a medida teria o objetivo de pacificar o país e que beneficiaria, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governador goiano classificou a polarização política nacional como um elemento que não corresponderia a um traço permanente da política brasileira, sustentando que poderia ser superado por uma figura que não integra esse antagonismo.
Disputa contra Lula
Sobre a disputa eleitoral, Caiado avaliou que o principal desafio não estaria na vitória contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas sim em governar de modo a retirar o Partido dos Trabalhadores como alternativa política relevante no cenário nacional.
Ele citou estados como Goiás, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul como exemplos nos quais, segundo sua avaliação, a legenda já não representaria uma opção competitiva.
Eduardo Leite se manifestou
A decisão do PSD gerou repercussão entre os nomes preteridos na disputa interna. Eduardo Leite manifestou, em vídeo, descontentamento com o desfecho, afirmando-se desencantado com a forma como o processo foi conduzido e argumentando que a escolha tenderia a preservar o ambiente de radicalização polarizada.
Caiado respondeu declarando não ter conversado com o governador gaúcho, mas reconheceu sua competência administrativa e mencionou as dificuldades enfrentadas por ele diante de desastres naturais em seu estado.




