Paul Biya, de 93 anos, foi reeleito presidente de Camarões, marcando seu oitavo mandato consecutivo desde que assumiu o cargo em 1982. A eleição foi realizada em 12 de outubro de 2025 e os resultados oficiais indicaram que Biya obteve 53,66% dos votos, enquanto seu principal adversário, Issa Tchiroma Bakary, alcançou 35,19%. Esse resultado foi divulgado em um momento de crescente tensão política no país, que enfrenta desafios estruturais significativos.

Em um país conhecido por altos índices de corrupção, conforme aponta a Transparência Internacional, muitos camaronenses demonstraram insatisfação com o processo eleitoral. Protestos eclodiram em várias cidades, resultando em confrontos com as forças de segurança. Relatórios sugerem que, durante esses protestos, ocorreram mortes e prisões, intensificando as preocupações sobre a estabilidade de Camarões.
Dinâmica do poder de Paul Biya
Paul Biya chegou à presidência após a renúncia de Ahmadou Ahidjo em 1982. Em 2008, Biya alterou a Constituição para remover o limite de mandatos presidenciais, permitindo-lhe disputar reeleições ilimitadas.
Essa decisão reforçou seu controle sobre o sistema político camaronês, um dos mais duradouros na África.
Biya é frequentemente acusado de governar com mão de ferro. Críticos apontam para repetidos casos de repressão política e alegações de fraudes eleitorais, particularmente nesta mais recente disputa. As forças de segurança foram chamadas para conter protestos após as eleições, o que levou a uma escalada da violência e a um significativo número de detenções.
Desafios internacionais
Externamente, Biya enfrenta desafios relativos à sua política de alianças. Camarões tornou-se foco de atenção internacional devido aos seus recursos naturais e parcerias estratégicas.
No entanto, a falta de progresso em políticas públicas eficazes, combinada com a geração de conflitos internos, desgastou a imagem do país.




