A falta de higiene bucal vai além de uma questão estética. Um estudo do Hospital Universitário de Osaka, no Japão, publicado em 2023 na Scientific Reports, postula que negligenciar a escovação diária eleva os riscos de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
A investigação enfatiza a relevância crítica da saúde bucal para a prevenção de problemas cardíacos.
A pesquisa acompanhou 1.675 participantes, divididos em quatro grupos conforme seus hábitos de escovação, durante quase três anos. Os resultados indicaram que a ausência de higiene bucal noturna se correlaciona com o agravamento das condições cardiovasculares. Este estudo, portanto, destaca a conexão entre saúde bucal e doenças cardíacas.
Papel dos dentes na saúde cardiovascular
Os dentes são essenciais não só para a digestão, mas também para a saúde geral. Há evidências crescentes sobre a ligação entre doenças periodontais e problemas cardíacos.
A doença periodontal ocorre quando bactérias se acumulam nas gengivas, podendo entrar na corrente sanguínea. Estas bactérias podem inflamar vasos sanguíneos e facilitar a formação de placas arteriais, responsáveis por obstruir artérias e elevar o risco de infarto e AVC.
Assim, negligenciar algo tão simples como a escovação noturna pode ter consequências graves para o coração.
Higiene bucal adequada como proteção
Manter uma rotina consistente de higiene bucal é vital. O estudo reforça a importância de escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia, sobretudo à noite, devido à diminuição do fluxo salivar durante o sono. Microorganismos prosperam neste ambiente, potencialmente causando inflamações cardíacas.
Além disso, usar fio dental e realizar consultas regulares ao dentista são medidas fundamentais. Essas práticas ajudam a prevenir a deterioração dental e evitam complicações mais graves, funcionando como uma defesa inicial contra infecções.
A falta de cuidados orais não afeta apenas a saúde cardíaca. Pode estar associada a outros problemas significativos, como agravamento do diabetes e aumento do risco de infecções. Evidências sugerem que a saúde bucal precária pode prejudicar o controle glicêmico em diabéticos.




