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Homem escolhe 1 ano de prisão em vez de devolver R$ 5,6 milhões que caíram por engano em sua conta

Por Pedro Silvini
07/02/2026
Em Geral
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Prisão nigéria

(Reprodução/X)

Um erro no sistema de um banco nigeriano terminou com uma decisão incomum na Justiça. Ojo Eghosa Kingsley foi condenado a um ano de prisão após gastar cerca de R$ 5,6 milhões que foram depositados por engano em sua conta bancária. Mesmo tendo a opção de pagar uma multa e evitar a detenção, ele optou por cumprir a pena em regime prisional.

O caso foi julgado na Nigéria e ganhou repercussão internacional após ser divulgado pela Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros (EFCC), órgão responsável pelo combate a fraudes e crimes financeiros no país.

Segundo a EFCC, Kingsley recebeu 1,5 bilhão de nairas — o equivalente a aproximadamente US$ 1,1 milhão — após uma falha no sistema do First Bank, uma das maiores instituições financeiras da Nigéria. O valor foi creditado indevidamente em sua conta entre junho e novembro de 2025.

Em vez de comunicar o banco sobre o erro, o homem utilizou o dinheiro ao longo de vários meses. Parte dos recursos foi transferida para contas em seu próprio nome e também para contas registradas em nome de sua mãe e de sua irmã, numa tentativa de pulverizar o valor e dificultar o rastreamento.

A investigação apontou que Kingsley chegou a gastar uma parcela significativa do montante antes de o banco identificar a falha e acionar as autoridades.

Pena, escolha e devolução do dinheiro

Após se declarar culpado, Kingsley foi condenado por “conduta equiparada a furto”, conforme descreveu a promotoria. A Justiça ofereceu duas alternativas: um ano de prisão ou o pagamento de uma multa de 5 milhões de nairas, cerca de R$ 180 mil.

Ele optou por cumprir um ano de prisão, decisão que chamou a atenção nas redes sociais. Apesar disso, a sentença também determinou a devolução integral do valor recebido indevidamente. De acordo com os promotores, o banco conseguiu recuperar quase todo o dinheiro, restando apenas alguns milhares de nairas não localizados.

Durante o julgamento, Kingsley afirmou que se compromete a “manter bom comportamento” após o cumprimento da pena.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista em formação pela Universidade de Taubaté (UNITAU), colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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