O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu suspender a concessão de empréstimos consignados do C6 Bank, depois de serem encontradas irregularidades nos contratos do banco com aposentados do instituto. Além de pausar a concessão de novos benefícios, o INSS também está exigindo que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados.
Lembrando: nessa modalidade de empréstimo, as parcelas devidas ao banco são descontadas diretamente da folha de pagamento do aposentado ou pensionista.
Segundo informações obtidas pelo Money Times, entre 2020 e 2025, o C6 Bank faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados. Quando criou o C6 Consig, a instituição tinha 514 clientes, número que disparou para 3,3 milhões de consignados em 2025.
Por que INSS suspendeu empréstimos consignados desse banco
De acordo com o Money Times, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou pelo menos 320 mil contratos de empréstimos consignados do C6 Bank em que o empréstimo vinha com seguros e pacotes de serviço embutidos, uma espécie de venda casada que ainda diminuía muito o valor que realmente chega às mãos do segurado, o que foi considerada um “irregularidade grave”.
O banco enviou uma nota para o Money Times em que afirmou que nega da interpretação do INSS, negando qualquer irregularidade nos seus empréstimos consignados e afirmando que segue todas as normas vigentes. “O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios”, defendeu-se o banco em nota. O C6 ainda afirmou que vai buscar seu “direito de defesa” na esfera judicial.




