Na semana passada, dois observatórios do Sul do Brasil capturaram um evento astronômico raro e difícil de ser capturado em câmera: os chamados sprites ou “duendes vermelhos”. Os observatórios em questão foram as estações Foggiatto MAF-1, em Guarujá do Sul, Santa Catarina, e o Observatório do Bate-Papo Astronômico, em Santa Maria, Rio Grande do Sul.
Os “duendes vermelhos” foram fotografados na noite de quinta (29/01) para sexta (30/01), às 21h50 no horário local. Os duendes são oficialmente chamados de Eventos Luminosos Transitórios (TLEs). Como já comentamos, outro nome conhecido é “sprites”.
O que são os “duendes vermelhos”?
De acordo com o Olhar Digital, os sprites são descargas elétricas luminosas, que acontecem acima das nuvens de tempestade, entre 50 e 90 km. Eles acontecem na mesosfera, uma camada da atmosfera onde relâmpagos convencionais não chegam. Eles têm uma duração ainda mais curta do que a raios comuns, levando milissegundos. A duração muito curta, somada ao fato que é difícil prever esse tipo de evento, explica a dificuldade de capturar o fenômeno.
A tonalidade dos sprites varia do vermelho ao alaranjado, com formatos que lembram colunas ou tentáculos. A forte cor vermelha deles se forma quando a carga elétrica se encontra com nitrogênio na atmosfera do planeta.
Segundo o Observatório do Bate-Papo Astronômico, o que torna esse fenômeno tão difícil de capturar é a captação em cores, algo pouco comum nesse tipo de monitoramento. Capturar esse fenômeno em cores está longe de ser uma mera questão estética, já que ela também amplia muito o potencial de análise científica dessas descargas elétricas.




