Em suas redes sociais, a influenciadora Evelin Camargo fez um relato para os seus seguidores, contando que foi diagnosticada com um câncer raro associado à prótese de silicone, algo que muitas pessoas nem sabiam ser possível. Ela foi diagnosticada com um linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários (BIA-ALCL), um tipo raro de linfoma não-Hodgkin de células T.
Em seu relato, a influenciadora conta que procurou atendimento médico no final de dezembro depois que uma das suas mamas teve um aumento repentino. A suspeita inicial era que a prótese de silicone tivesse se rompido, mas exames viram que ela estava intacta. O que os exames apontaram foi o acúmulo de líquido ao redor do implante – um seroma tardio -, algo raro depois de tantos anos da cirurgia.
Ela passou por uma punção para a retirada desse seroma, que foi encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do BIA-ALCL. A doença não é um câncer de mama, mas um câncer que se desenvolve ao redor de próteses, principalmente as de superfície texturizada, explica o Metrópoles.
Evelin ainda contou que, no seu caso, como o linfoma está só na prótese, o tratamento vai ser a tirar delas. Ela concluiu o vídeo fazendo um alerta sobre a importância de observar o próprio corpo com atenção, buscando avaliação médica ao notar qualquer alteração estranha.
BIA-ALCL é um câncer raro do sistema linfático
“O linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário é um câncer do sistema linfático. Ele não se origina na mama, mas acaba se manifestando ali porque o gatilho é a presença da prótese, que pode provocar uma inflamação crônica ao longo do tempo”, explica Breno Gusmão, integrante do Comitê Médico da Associação Brasileira de Câncer do Sangue, ao g1.
As células malignas se desenvolvem, em geral, na cápsula fibrosa ao redor do implante, mas não no tecido mamário em si. O BIA-ALCL é bem raro, com uma incidência média de um caso a cada 30 mil pessoas com implantes mamários.




