A Caixa Econômica Federal emitiu um comunicado direcionado a brasileiros que vivem sozinhos e utilizam o aplicativo Caixa Tem para receber benefícios sociais. O alerta reforça que ter o aplicativo instalado não garante, por si só, o acesso automático a auxílios do governo federal, sendo indispensável atender aos critérios sociais e econômicos definidos para cada programa.
Criado como uma conta digital gratuita, o Caixa Tem se consolidou como o principal canal de pagamento de programas sociais no país. No entanto, a Caixa destaca que a liberação de qualquer benefício depende da análise dos dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
Usuários que moram sozinhos — classificados como famílias unipessoais — podem, sim, ter direito a políticas públicas, desde que estejam devidamente cadastrados e dentro dos limites de renda exigidos. A convocação recente tem como objetivo evitar bloqueios, suspensões ou indeferimentos por falta de atualização cadastral.
Benefícios disponíveis para quem mora sozinho
Entre os principais programas acessíveis a quem vive sozinho está o Bolsa Família, que considera a renda individual do beneficiário. Caso aprovado, o valor mensal é depositado diretamente no Caixa Tem. Atualmente, o programa garante um repasse mínimo de R$ 600, podendo variar conforme a situação do beneficiário.
Outro benefício importante é o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência que não conseguem se sustentar. O pagamento, quando concedido, também é feito por meio do aplicativo.
Além dos repasses em dinheiro, há políticas complementares. A Tarifa Social de Energia Elétrica oferece desconto na conta de luz para inscritos no CadÚnico, enquanto o Minha Casa, Minha Vida possibilita condições facilitadas para financiamento habitacional.
Não há anúncio oficial de aumento no Bolsa Família
Apesar de especulações sobre um possível reajuste no valor médio do Bolsa Família, impulsionadas por uma diferença de cerca de R$ 4 bilhões no orçamento do programa, o governo federal nega qualquer previsão de aumento. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o valor permanece conforme as regras atuais.
Em novembro do ano passado, o benefício médio pago às famílias foi de R$ 683,28. O calendário de pagamentos segue o número final do NIS, com depósitos realizados ao longo do mês.




