Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem receber um valor extra já em abril de 2026, caso seja confirmada a antecipação do 13º salário da Previdência. O pagamento, frequentemente chamado de “gratificação de Páscoa” por ocorrer no primeiro semestre, ainda depende de um decreto do governo federal para ser oficializado.
Nos últimos anos, a estratégia de antecipar o benefício foi adotada como forma de reforçar a renda das famílias e estimular a economia, distribuindo recursos antes do calendário tradicional.
Até o momento, o governo não publicou uma portaria ou decreto com o calendário oficial do 13º salário do INSS em 2026. Mesmo assim, especialistas e entidades da área previdenciária apontam que existe forte tendência de repetição do modelo adotado recentemente.
Nos últimos anos, o cronograma seguiu o seguinte formato:
- Primeira parcela paga em abril
- Segunda parcela liberada em maio, junto com o pagamento mensal do benefício
Caso o calendário seja confirmado, cerca de 35 milhões de segurados serão beneficiados em todo o país.
Impacto econômico pode chegar a bilhões
A antecipação do abono previdenciário costuma movimentar uma quantia significativa na economia brasileira.
Estimativas apontam que o pagamento do 13º para aposentados e pensionistas pode injetar aproximadamente R$ 78 bilhões na economia, contribuindo para o consumo e para a circulação de renda no país.
Historicamente, o pagamento desse benefício ocorria apenas no segundo semestre, com parcelas liberadas em agosto e novembro. A mudança começou em 2020, quando o governo passou a antecipar os depósitos.
Quem tem direito ao 13º do INSS
O pagamento extra é destinado aos segurados que recebem benefícios previdenciários do INSS, como:
- aposentadoria;
- pensão por morte;
- auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- auxílio-acidente;
- auxílio-reclusão.
Por outro lado, quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) não tem direito ao 13º salário, pois esse benefício possui caráter assistencial e não previdenciário.
A decisão final sobre a antecipação em 2026 depende da publicação de um decreto presidencial, que pode ocorrer até o início de abril. Caso seja confirmada, os pagamentos deverão seguir o calendário aplicado nos anos anteriores.




