Com a chegada do verão e das temperaturas elevadas, a constipação intestinal tende a se tornar mais frequente entre os brasileiros. A perda maior de líquidos pelo suor, aliada a alterações na alimentação e na rotina, pode prejudicar o funcionamento do intestino, causando dificuldade para evacuar, inchaço e desconforto abdominal. Embora não existam soluções imediatas ou milagrosas, a inclusão de alimentos ricos em fibras e probióticos pode ajudar a aliviar o problema e melhorar o trânsito intestinal.
De acordo com o site Minha Vida, uma dieta pobre em fibras é uma das principais causas da prisão de ventre. As fibras são essenciais para a formação do bolo fecal e para estimular os movimentos naturais do intestino.
Segundo a nutricionista Jessica Agnes, do Fleury Medicina e Saúde, existem dois tipos de fibras que atuam de formas complementares no organismo.
“Existem dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis. A fibra solúvel absorve água e forma um gel que ajuda a suavizar as fezes. Já as insolúveis acrescentam volume, ajudando a passagem pelo sistema digestivo”, explica a especialista.
Além das fibras, os probióticos também exercem papel importante. Presentes em alimentos fermentados, como iogurtes naturais e kefir, eles ajudam a equilibrar a microbiota intestinal.
“Essas bactérias benéficas restauram a flora intestinal e ajudam a prevenir a constipação”, afirma Jessica Agnes.
15 alimentos que ajudam a soltar o intestino
Com base nas orientações do Minha Vida e da nutricionista, alguns alimentos se destacam por favorecerem o funcionamento intestinal:
- Ameixa
- Mamão
- Pera
- Maçã com casca
- Brócolis
- Couve
- Feijão
- Ervilha
- Lentilha
- Aveia
- Quinoa
- Chia
- Linhaça
- Iogurtes naturais
- Kefir
Esses alimentos podem ser incluídos de forma equilibrada ao longo do dia, sempre associados a uma boa ingestão de água, fator essencial para que as fibras exerçam seu efeito.

Quando a constipação merece atenção
Especialistas alertam que episódios ocasionais de prisão de ventre são comuns e, na maioria dos casos, inofensivos, geralmente ligados a desidratação, estresse, sedentarismo ou mudanças temporárias na dieta. No entanto, a constipação persistente, especialmente quando dura mais de quatro a seis semanas, não deve ser ignorada.
Médicos destacam que, embora a maioria das pessoas com intestino preso não tenha doenças graves, o problema pode ser um sinal de alerta quando acompanhado de sintomas como sangue nas fezes, dor abdominal contínua, distensão abdominal, perda de peso inexplicada, cansaço excessivo, vômitos ou anemia por deficiência de ferro.
Pessoas acima de 45 anos ou com histórico familiar de câncer colorretal também devem ficar atentas a mudanças duradouras no hábito intestinal e procurar avaliação médica, evitando o uso frequente de laxantes sem orientação profissional.




