O Itaú Unibanco voltou a liderar o ranking das empresas que mais distribuíram dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) na Bolsa brasileira, ultrapassando a Petrobras, que ocupava o topo da lista nos últimos três anos. O movimento tem chamado a atenção de investidores, que passaram a direcionar recursos para ações do banco em busca de maior retorno.
De acordo com levantamento da consultoria Elos Ayta, o Itaú pagou aproximadamente R$ 48,9 bilhões em proventos aos acionistas ao longo de 2025, superando a Petrobras, que distribuiu cerca de R$ 45,4 bilhões no mesmo período.
O estudo considera apenas os valores efetivamente pagos aos investidores dentro do ano, e não os montantes anunciados em resultados trimestrais ou aprovados em assembleias, mas que ainda não foram liberados.
A nova liderança marca o fim de um ciclo recente dominado pela Petrobras. Entre 2022 e 2024, a estatal liderou a distribuição de dividendos na B3, impulsionada pelo cenário favorável no mercado internacional de petróleo e pela política de remuneração adotada naquele período.
O auge ocorreu em 2022, quando a companhia registrou um pagamento recorde de R$ 194,6 bilhões em dividendos e JCP, o maior já visto no mercado de capitais brasileiro.
Nos anos seguintes, os valores continuaram elevados. Em 2023, a Petrobras distribuiu R$ 98,2 bilhões, enquanto em 2024 os pagamentos chegaram a R$ 100,7 bilhões.
Bancos voltam a atrair investidores
Com a retomada da liderança pelo Itaú, o setor bancário volta a ganhar destaque entre investidores interessados em renda com dividendos. O banco já havia ocupado o primeiro lugar no ranking em 2017, 2018 e 2019, reforçando a consistência do setor financeiro em gerar lucros e remunerar acionistas.
Analistas apontam que bancos costumam apresentar fluxo de caixa mais estável, o que favorece pagamentos regulares de dividendos.
Histórico de liderança entre grandes empresas
Quando se analisa um período mais longo, outras companhias também aparecem com destaque na distribuição de proventos na Bolsa brasileira. Entre 2010 e 2025, a Vale liderou o ranking em cinco ocasiões, impulsionada pelos ciclos de alta das commodities.
A Ambev também ocupou o primeiro lugar durante três anos consecutivos, entre 2014 e 2016, refletindo a forte geração de caixa da companhia.
Já o Itaú volta ao topo em 2025, consolidando a posição dos bancos como um dos setores mais consistentes para investidores que buscam retorno por meio de dividendos.




