Um verdadeiro palácio cravado no coração do Morumbi, bairro nobre da zona sul de São Paulo, pode ser responsável por um dos IPTUs mais caros do Brasil. Avaliada em R$ 2,89 bilhões, a chamada Mansão Safra gera um imposto anual que gira em torno de R$ 1 milhão apenas para permanecer regularizada e em funcionamento.
O imóvel pertence a Vicky Safra, de 73 anos, considerada atualmente a mulher mais rica do Brasil, com fortuna estimada em R$ 120,5 bilhões, herdada após a morte do banqueiro Joseph Safra, em 2020.
Com cerca de 22 mil metros quadrados de área construída e mais de 130 cômodos, a Mansão Safra é maior do que a Casa Branca, nos Estados Unidos, e também supera o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República.
Construída nos anos 1990, a residência foi idealizada por Joseph Safra como um símbolo de legado e poder econômico. O projeto arquitetônico leva a assinatura do francês Alain Raynaud e buscou inspiração direta em palacetes romanos e no Palácio de Versalhes, na França. Já o paisagismo ficou a cargo de Burle Marx, um dos maiores nomes da arquitetura paisagística mundial.

Luxo, sigilo e segurança extrema
A grandiosidade do imóvel impressiona até mesmo especialistas do mercado imobiliário de luxo. Entre os destaques da estrutura estão:
- Mais de 130 cômodos distribuídos em cinco andares
- Piscina olímpica
- Heliponto próprio
- Nove elevadores
- Extensa área verde com árvores centenárias
O interior da mansão é mantido sob rigoroso sigilo. Pouquíssimas imagens foram divulgadas ao longo dos anos, e a residência conta com um sistema de segurança considerado de altíssimo nível.
Entre os maiores imóveis do mundo
A Mansão Safra figura em rankings internacionais de arquitetura e imóveis de luxo. Segundo a revista Architectural Digest, a residência brasileira aparece à frente da Casa Branca e atrás apenas de construções históricas como o Palácio de Buckingham, em Londres, e o Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris.
O reconhecimento coloca o imóvel paulista em um patamar reservado a edifícios emblemáticos da história mundial.
A mansão simboliza a trajetória de Joseph Safra, imigrante libanês que chegou ao Brasil na década de 1960 para dar continuidade aos negócios da família. Ao lado do irmão Moise Safra, ele transformou o Banco Safra em um dos maiores conglomerados financeiros do país.




