Depois de mais de um mês de guerra no Oriente Médio, Israel, Estados Unidos e o Irã tinham firmado um cessar-fogo pelas próximas duas semanas, incluindo a abertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais de petróleo mais importantes do mundo. Porém, esse cessar-fogo mal começou e já está ameaçado.
Nesta quarta-feira (8), Israel realizou vários bombardeios contra o Líbano (algo que já vinha acontecendo). O Líbano abriga o grupo armado Hezbollah, historicamente auxiliado pelo regime iraniano, e que já realizou vários ataques contra Israel. No acordo para o cessar-fogo, o Irã havia exigido que isso incluísse todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza.
Irã ameaça retomar a guerra depois de atitude de Israel
Diante da continuidade desses bombardeios, o Irã está ameaçando romper com o cessar-fogo e começar retaliações contra Israel. “O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, afirma a Press TV, mídia estatal do Irã.
De acordo com a Agência Brasil, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu em rede social que o cessar-fogo seja suspenso e que o Estreito de Ormuz volte a ser fechado. “Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, declarou Rezaei, segundo a Agência.




