A internação de Jair Bolsonaro na manhã desta sexta-feira, 13 de março, gerou um clima de apreensão em Brasília. O ex-presidente foi transferido da prisão para a unidade de terapia intensiva do hospital DF Star, após apresentar calafrios, vômitos, febre alta e baixa saturação de oxigênio.
Diagnóstico de broncopneumonia, devido à aspiração, resultou em tratamento com antibióticos intravenosos, justificando a urgência médica.
Contexto médico
Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde 2018, após ser esfaqueado durante a campanha. Desde então, passou por múltiplas cirurgias por complicações intestinais.
Atualmente, apesar de estar no presídio da Papudinha, em Brasília, ele recebe cuidados médicos regulares e foi atendido diversas vezes na prisão antes desta internação.
O agravamento de sua condição sublinha a complexidade de suas complicações médicas contínuas, intensificando a necessidade de atenção médica emergente.
Repercussão política
A transferência de Bolsonaro para o hospital agitou os bastidores políticos em Brasília. Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, utilizou as redes sociais para comunicar a situação, gerando apreensão entre apoiadores e críticos.
No dia 5 de março de 2026, o Supremo Tribunal Federal negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Bolsonaro. O argumento da defesa de Bolsonaro era a suposta incompatibilidade do ambiente carcerário com suas necessidades médicas.
A decisão do STF foi baseada no fato de que a Papudinha está equipada para fornecer o atendimento médico necessário e no histórico de violação de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente.




