Os jalecos médicos, símbolos icônicos da área da saúde, podem ocultar um grave risco: a proliferação de bactérias causadoras de infecções hospitalares. Estudo publicado no periódico Infection Control and Hospital Epidemiology revelou que até 16% desses jalecos contêm bactérias resistentes a medicamentos, como a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).
O problema tornou-se mais evidente a partir de análises que identificaram os jalecos como potenciais vetores de micro-organismos nocivos, comprometendo a saúde de pacientes e trabalhadores.
Jalecos como vetores de contaminação
Vestimentas que deveriam atuar como barreiras de proteção podem, paradoxalmente, disseminar infecções. Microrganismos como Escherichia coli e MRSA encontram nesses tecidos um ambiente propício, causando infecções variadas, de pele a sistêmicas.
Evitar o crescimento destes patógenos requer uma compreensão clara dos riscos e a adoção de práticas como a lavagem frequente dos jalecos.
Risco fora do hospital
O uso de jalecos fora do ambiente hospitalar também contribui para a disseminação desses riscos. Apesar de algumas legislações estaduais proibirem essa prática, muitos profissionais ainda levam esses uniformes para espaços públicos, aumentando a chance de contaminação.
A lavagem irregular dos jalecos perpetua a contaminação. Enquanto estudos mostram que bactérias podem sobreviver em tecidos por dias, o recomendado é que as lavagens ocorram após cada turno.
Jalecos de mangas curtas também são aconselhados, já que diminuem o contato com superfícies contaminadas. O uso constante de álcool em gel nos ambientes de saúde também pode mitigar a propagação de bactérias.




