O Japão realizou um marco significativo ao iniciar a exploração de terras raras no fundo do mar. A operação foi anunciada na última segunda-feira, dia 2, próximo à ilha de Minamitorishima, a cerca de 1.950 quilômetros a sudeste de Tóquio.
O navio de perfuração “Chikyu” coletou sedimentos a uma profundidade de aproximadamente 6.000 metros. Essa exploração visa diminuir a dependência do Japão em relação à China para esses recursos críticos, usados em tecnologias como veículos elétricos e ímãs industriais.
Extrair o inexplorado
O “Chikyu” utiliza tecnologia avançada de perfuração para coletar sedimentos marinhos ricos em minerais. O processo é monitorado para minimizar impactos ambientais, utilizando injeção de água do mar para reduzir o volume em até 80% antes do transporte para instalações em terra.
A operação faz parte de um esforço estratégico para criar uma cadeia de produção independente de terras raras e fortalecer a segurança econômica japonesa.
Desafios técnicos e ambientais
A extração no fundo do mar apresenta desafios significativos. Além das dificuldades técnicas, há a preocupação com o impacto ambiental. O monitoramento é rigoroso para proteger o ecossistema oceânico.
Amostras estão sendo analisadas para determinar a concentração de minerais. Estudos preliminares sugerem que a região possui depósitos de até 16 milhões de toneladas de terras raras, e a viabilidade econômica está em avaliação.
Essa iniciativa ocorre em meio a tensões entre Japão e China. Em novembro de 2025, a China impôs restrições às exportações de terras raras, incluindo tecnologia associada, afetando a cadeia de suprimentos para o Japão. Esta situação destaca a importância da autonomia japonesa na produção desses materiais essenciais. O esforço pode reposicionar o Japão no mercado global de terras raras, reduzindo a supremacia chinesa nesse setor.
Com a avaliação em andamento, o Japão busca transformar essa descoberta em uma operação viável e sustentável.



