A osteoartrose, tradicionalmente associada ao envelhecimento, vem crescendo de forma preocupante entre jovens adultos no Brasil. Estudos recentes indicam que até 20% dos brasileiros na faixa dos 30 anos já enfrentam essa condição.
A osteoartrose tem sua maior prevalência em indivíduos com mais de 60 ou 65 anos. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia destaca que a doença se caracteriza pelo desgaste progressivo da cartilagem nas articulações, gerando dor, rigidez e limitação nos movimentos essenciais do corpo.
A questão se agrava com múltiplos fatores contribuindo para o aumento destes casos. A obesidade, a inatividade física, a herança genética e traumas repetitivos devido a práticas esportivas inadequadas são apontados como principais responsáveis. O impacto é especialmente severo nos joelhos, mas áreas como quadris e tornozelos também são frequentemente afetadas.
Enfrentando a osteoartrose na juventude
Lidar com essa condição em plena fase adulta jovem pode ter consequências profundas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a osteoartrose está entre as principais causas de incapacidade a longo prazo, afetando significativamente as atividades cotidianas.
Dados de 2026 revelam que a artrose impacta cerca de 30 milhões de brasileiros, demonstrando o aumento da prevalência desde os registros de 2015, que indicavam 15 milhões de casos.
Para gerenciar e prevenir essa condição, medidas eficazes são necessárias. Manter um peso saudável, evitar sobrecarga nas articulações e fortalecer os músculos por meio de exercícios adequados são fundamentais. Um diagnóstico precoce melhora as perspectivas de qualidade de vida dos pacientes.
Tratamento
O tratamento da osteoartrose exige estratégias personalizadas e eficazes. Exercícios de baixo impacto, como andar de bicicleta, são fortemente recomendados. Esta atividade não apenas fortalece os músculos, mas também protege as articulações e melhora a saúde cardiovascular.
As opções de tratamento incluem fisioterapia, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Nos casos mais sérios, a viscossuplementação pode ser considerada. A intervenção precoce, através de avaliação regular com um ortopedista, é vital para evitar procedimentos cirúrgicos invasivos.




