As obras da nova megaloja da Havan no Centro Histórico de Blumenau, em Santa Catarina, voltaram a avançar após um acordo firmado na Justiça Federal. O empreendimento do empresário Luciano Hang será erguido em uma área considerada sensível do ponto de vista histórico e cultural, o que obrigou a rede varejista a rever completamente o projeto arquitetônico para obter as autorizações necessárias.
Inicialmente, a proposta previa a tradicional identidade visual da Havan, com referências aos Estados Unidos, como fachada inspirada na Casa Branca e a réplica da Estátua da Liberdade. No entanto, o projeto enfrentou forte resistência de moradores, entidades culturais e autoridades públicas.
A região onde a loja está sendo construída integra o Centro Histórico de Blumenau, marcado pela herança da imigração alemã e pelo estilo arquitetônico enxaimel, protegido por normas de preservação.
Diante das críticas e exigências técnicas, a empresa reformulou o plano. A nova unidade terá arquitetura compatível com o entorno histórico, abandonando os símbolos característicos da marca que remetem à cultura norte-americana.

Aval do patrimônio destrava a obra
Com as adequações, o projeto recebeu pareceres favoráveis da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural Edificado (COPE). A prefeitura de Blumenau também autorizou a continuidade das obras.
Segundo a empresa, a nova megaloja terá cerca de 14 mil metros quadrados de área construída, seguirá o estilo enxaimel e deve gerar aproximadamente 200 empregos diretos.
A abertura da unidade está programada para o fim de abril de 2026. Esta será a quinta loja da Havan em Blumenau, ampliando a presença da rede no município e fortalecendo o comércio da região central.




