O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a demissão do então presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, nesta segunda-feira (13). A decisão foi confirmada pelo Ministério da Previdência e marca uma troca estratégica no comando do órgão responsável pela gestão de benefícios previdenciários no país.
Para o lugar de Waller, assume a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, com a missão de reduzir a fila de pedidos e melhorar a eficiência do sistema.
A mudança acontece em um momento de forte pressão sobre o INSS. Dados recentes apontam que a fila de requerimentos ultrapassou a marca de 3 milhões de pedidos, estabelecendo um novo recorde.
O crescimento acelerado da demanda começou no fim de 2024 e se intensificou ao longo de 2025, com sucessivos aumentos no número de solicitações pendentes. O cenário tem gerado críticas e cobrado respostas mais rápidas do governo federal.
Segundo o Ministério da Previdência, a nova gestão terá como prioridade “acelerar a análise de benefícios e simplificar processos internos”, buscando reduzir o tempo de espera enfrentado pelos segurados.
Nova presidente é servidora de carreira
A escolha de Ana Cristina Viana Silveira representa um movimento para fortalecer a gestão técnica dentro do instituto. Formada em Direito, ela ingressou no INSS em 2003 como analista do Seguro Social e acumulou experiência em diferentes áreas da Previdência.

Entre 2023 e 2026, presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), além de ter atuado como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência. A avaliação do governo é que seu perfil técnico e conhecimento do sistema podem contribuir para uma reestruturação do órgão.
Relação conturbada e contexto de investigações
Gilberto Waller Júnior havia assumido a presidência do INSS em 2025, após a chamada Operação Sem Desconto, que investigou fraudes relacionadas a descontos associativos em benefícios.
Durante sua gestão, houve relatos de relação desgastada com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, o que também teria influenciado a decisão de substituição.
Em nota oficial, o ministro agradeceu a atuação do ex-presidente e destacou que a nova dirigente terá como foco principal resolver o gargalo histórico da fila de benefícios.
Com a troca no comando, o governo sinaliza uma nova fase na gestão do INSS, com foco em eficiência operacional e melhoria no atendimento ao cidadão.




