A Subaru encerrou oficialmente a venda de carros novos no Brasil após mais de três décadas de atuação. A marca japonesa, que chegou ao país em 1992, fechou a última loja em funcionamento no final de 2025 e, em 2026, já não possui modelos zero-quilômetro disponíveis no mercado brasileiro.
A saída marca o fim de um ciclo para a fabricante, que construiu ao longo dos anos um público fiel, especialmente entre admiradores de modelos como o WRX e o SUV Forester.
A última concessionária da marca, localizada na capital paulista, está atualmente vazia, sem veículos em exposição. No site oficial da Subaru no Brasil, o único endereço de revenda ainda listado direciona para uma concessionária em Brasília, que encerrou as atividades no segundo semestre de 2025.
Apesar do fechamento das lojas físicas, o Grupo Caoa — responsável pela representação da Subaru no Brasil — afirma que a marca não foi abandonada. Segundo o diretor de marketing da Caoa, Jan Telecki, há conversas em andamento com a matriz japonesa.
“As presidências da Caoa e da Subaru estão conversando para entender quais projetos podem ser trazidos ao Brasil”, afirmou o executivo em entrevista ao portal Mobiauto. “Não abandonamos a marca, é só uma questão de mercado.”
Por enquanto, a operação se mantém apenas na área de pós-venda, com assistência técnica realizada por unidades do grupo e oficinas credenciadas. As redes sociais da marca no Brasil não recebem atualizações desde novembro do ano passado.

Último modelo não se adaptou às novas regras
Antes mesmo do fechamento das concessionárias, a Subaru já não tinha carros disponíveis para venda no país. O último modelo oferecido foi o Forester, SUV médio equipado com motor 2.0 aspirado combinado a um sistema híbrido leve de 12V, que entregava 150 cv e 19,8 kgfm de torque, com transmissão automática CVT.
Apesar da atualização eletrificada em 2022, o modelo ficou defasado frente à concorrência, especialmente diante da crescente presença de SUVs chineses mais modernos e competitivos.
Além disso, o Forester não foi homologado para atender às novas exigências do Proconve L8, fase mais recente do programa brasileiro de controle de emissões. Sem adequação às regras ambientais, a importação de novos lotes tornou-se inviável, o que levou à descontinuação das vendas.

Futuro indefinido no país
Os próximos passos da Subaru no Brasil ainda são incertos. O Grupo Caoa tem ampliado suas parcerias nos últimos anos. Após uma longa relação com a Hyundai, iniciada em 1999, a empresa firmou acordo com a Chery em 2017, fortalecendo a operação com modelos como Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8.
Mais recentemente, o grupo anunciou parceria com a chinesa Changan e confirmou o lançamento dos modelos elétricos de luxo AVTR 011 e AVTR 012, da submarca Avatr.
Enquanto o mercado brasileiro vive uma transição acelerada para eletrificação e maior rigor ambiental, a possível volta da Subaru dependerá de novos projetos alinhados às exigências regulatórias e ao novo perfil de consumo no país.




