Quem olhar para o céu na madrugada de 3 de março de 2026 poderá se surpreender com um astro avermelhado brilhando acima do horizonte. Apesar de muitos associarem a imagem a Marte, o fenômeno não tem relação com o planeta vermelho — trata-se de um eclipse lunar total, conhecido popularmente como “Lua de Sangue”.
O evento é um dos mais aguardados do ano por astrônomos e entusiastas, pois a Lua cheia ficará completamente imersa na sombra da Terra, adquirindo tons de cobre e vermelho-escuro durante cerca de 58 minutos de totalidade.
O eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra (umbra) sobre o satélite natural. Durante a fase total, a luz solar direta é bloqueada.
Mesmo assim, a Lua não desaparece completamente. Parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar até ela. Nesse processo, as cores azuladas se dispersam, enquanto os tons avermelhados conseguem atravessar com maior eficiência, o que resulta na coloração característica que dá origem ao nome “Lua de Sangue”.
Onde será possível observar?
Segundo informações da NASA, o eclipse será visível:
- Durante a noite no leste da Ásia e na Austrália
- Ao longo de toda a noite na região do Pacífico
- Nas primeiras horas da manhã na América do Norte, América Central e extremo oeste da América do Sul
No Brasil, a visibilidade será limitada. Estados da Região Norte, como Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, terão mais chances de observar ao menos a fase parcial, pouco antes do nascer do Sol. No restante do país, as condições de visualização são mais restritas.
Horários do eclipse (horário de Brasília)
- Início do eclipse penumbral: 3h44
- Início do eclipse parcial: 4h50
- Início da totalidade: 6h04
- Fim da totalidade: 7h03
- Fim do eclipse parcial: 8h17
- Encerramento do eclipse: 9h23
A fase mais aguardada é a totalidade, quando a Lua permanece completamente encoberta pela sombra da Terra.
Observação é segura
Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem risco à visão e sem necessidade de equipamentos especiais. Binóculos ou telescópios apenas ajudam a destacar detalhes da superfície lunar.
Além de “Lua de Sangue”, a Lua cheia de março também é chamada de “Lua das Minhocas”, nome tradicional no Hemisfério Norte que marca o fim do inverno e o início da primavera, quando o solo começa a descongelar.




