Até o dia 24 de fevereiro, o Brasil registrou 88 casos confirmados e dois prováveis de mpox (antigamente conhecida como “varíola dos macacos”). Com a doença aparecendo mais nos noticiários, muita gente se pergunta: “será que vamos ter que volta a usar máscaras que nem no auge da covid-19”?.
Boa notícia para quem odiava ter que usar o item. Consultado pela VEJA Saúde, o infectologista Álvaro Furtado Costa, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pesquisador especialista no vírus, explica que o uso de máscara não é necessário para a população geral, que não está em contato com pessoas infectadas com o vírus.
Existe sim a possibilidade da mpox ser transmitida por via respiratória (a principal forma de transmissão da covid-19), mas é uma chance bem baixa. O infectologista explica que a principal forma de transmissão da mpox é por meio do contato pele a pele, principalmente durante atividades sexuais.
A doença é transmitida através do contato direto com lesões, erupções e fluidos corporais, incluindo lesões na boca que podem transmitir o vírus através da saliva.
“Mesmo com preservativo, o risco não é totalmente eliminado, porque os machucados da pele podem estar em áreas do corpo além dos genitais”, explica o médico Alexandre Naime, professor de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), à Veja.
A contaminação também pode acontecer através do contato com objetos recentemente contaminados. Em caso de sintomas, a pessoa com suspeita que mora com outras pessoas precisa se isolar e evitar compartilhar lençóis, toalhas, talheres, etc.
Sintomas da mpox:
- Erupções cutâneas ou lesões de pele
- Linfonodos inchados (ínguas)
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores no corpo
- Calafrio
- Fraqueza




