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Medicamentos deverão começar a ser vendidos em supermercados no Brasil

Por Pedro Silvini
02/09/2025
Em Geral
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Remédio

(Reprodução/IStock)

O Projeto de Lei 2.158/2023, que autoriza a venda de medicamentos sem prescrição médica em supermercados, pode ser votado já na próxima quarta-feira (3) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. O relator, senador Humberto Costa (PT-PE), apresentou parecer favorável à proposta, que segue para a Câmara dos Deputados caso seja aprovada.

De acordo com o relatório, os medicamentos não poderão ser expostos nas gôndolas comuns. A comercialização exigirá uma estrutura separada dentro do supermercado, com presença obrigatória de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento.

Para operar, os supermercados precisarão alterar o CNAE em seus CNPJs ou firmar convênios com farmácias licenciadas. A proposta também autoriza que plataformas digitais de delivery sejam usadas na entrega de remédios ao consumidor, seguindo as normas da Anvisa.

Preços menores ou risco à saúde?

O autor do projeto, senador Efraim Filho (União-PB), defende que a medida amplia a concorrência e, consequentemente, ajuda a reduzir os preços. Já entidades como a Sociedade Brasileira de Toxicologia alertam para os riscos da automedicação.

Segundo dados citados em audiências públicas, cerca de 80 milhões de brasileiros recorrem à automedicação. Estimativas da OMS indicam que 20 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência desse hábito. O SINITOX/Fiocruz aponta que, desde 2009, os medicamentos são a principal causa de intoxicação no país.

Impacto no mercado e movimentação de gigantes

O setor farmacêutico, altamente pulverizado, acompanha com atenção a tramitação do PL. Analistas destacam que a entrada de grandes players pode transformar o mercado.

Na semana passada, o jornal O Globo revelou que o Mercado Livre adquiriu uma farmácia em São Paulo, movimento visto como preparação para disputar espaço nesse segmento. O relatório do Santander afirma que o avanço da empresa no setor poderia pressionar as ações da RD Saúde (RADL3) e da Pague Menos (PGMN3), que já recuaram mais de 6% e 4% na última sexta-feira (29).

Embora bancos como o Itaú BBA avaliem que o Mercado Livre ainda precisa alcançar “nível de excelência” para competir com as grandes redes, a possibilidade de novos entrantes aumenta a percepção de risco no setor.

O próximo passo

Se aprovado na CAS, o projeto segue direto para análise da Câmara dos Deputados. Caso vire lei, a expectativa é de mudanças relevantes tanto para o consumidor, que pode ter maior acesso a medicamentos de baixo custo, quanto para o mercado, que enfrenta a perspectiva de concorrência acirrada e consolidação.

“Chegamos num processo de ganha-ganha. Ficou bom para farmácias, farmacêuticos, supermercados e, melhor ainda, para o consumidor, porque mais concorrência leva a preços menores”, afirmou o senador Efraim Filho, autor do PL.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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