A melatonina é um hormônio produzido pelo próprio organismo – o “hormônio do sono” – mas também existem suplementos com a substância voltadas para quem tem problemas para dormir. Nos últimos cinco anos, as buscas por melatonina tiveram um salto de 150% no Google. Com isso, também surgem dúvidas e medos em relação ao seu uso. E um estudo recente aponta os perigos da melatonina, principalmente sem indicação médica.
Os riscos da melatonina a longo prazo
Em novembro do ano passado, foi apresentado um estudo apontando que o uso a longo prazo do suplemento está relacionado a um maior risco de doenças cardiovasculares em adultos com insônia crônica. O estudo em questão foi apresentado nas Sessões Científicas da Associação Americana do Coração (AHA), nos Estados Unidos.
De acordo com a Revista Galileu, a pesquisa analisou mais de 130 mil prontuários, analisando indivíduos que usam a melatonina por no mínimo um ano em comparação com pessoas que nunca aderiram ao tratamento.
Eles descobriram que os usuários de melatonina tinham uma chance cerca de 90% maior de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo dos cinco anos estudos e um risco 250% maior de serem hospitalizados pela condição, segundo a Galileu. A probabilidade de morte por qualquer causa também foi cerca de duas vezes maior no grupo que usou o suplemento.
“Isso significa que não podemos falar com certeza que a melatonina foi a causa das complicações identificadas, mas os dados sugerem uma forte associação entre elas, o que já basta para que médicos e a população com um todo prestem mais atenção ao tema”, afirma a neurologista Giuliana Macedo Mendes, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, consultada pela Galileu.




