Mesmo distante do litoral, Minas Gerais abriga uma “praia” que vem encantando moradores e visitantes. Localizada em Januária, no Norte do estado, a chamada Praia de Minas se forma às margens do Rio São Francisco, o icônico Velho Chico, e oferece uma experiência que mistura tranquilidade, águas calmas e paisagens naturais pouco exploradas fora da região.
O espaço, que surge a partir das variações do nível do rio, tem se consolidado como um dos principais atrativos turísticos locais, atraindo quem busca descanso, contato com a natureza e uma alternativa às praias marítimas tradicionais.
Apesar do nome, a Praia de Minas não é litorânea. Trata-se de uma praia fluvial, com faixas de areia dourada moldadas pelo curso do São Francisco. As águas, geralmente tranquilas e de temperatura agradável, permitem banhos, atividades recreativas e momentos de lazer em família.
Nos fins de semana e feriados, o local ganha movimento. Moradores e turistas se reúnem para nadar, relaxar à sombra, ouvir música e experimentar pratos típicos da culinária mineira, vendidos em barracas e pequenos comércios da região. O clima é marcado pelo acolhimento característico do interior do estado.

Turismo impulsiona economia e infraestrutura
O crescimento do turismo fluvial no Norte de Minas tem refletido diretamente na economia local. Municípios da região passaram a investir em infraestrutura para transformar áreas naturais em polos de lazer organizados.
Em Lagoa da Prata, por exemplo, foram investidos cerca de R$ 5 milhões nos últimos cinco anos no complexo turístico da praia municipal, incluindo praça de eventos, ruas de lazer, centro esportivo e espaços culturais. Além disso, a cidade mantém um custo anual de aproximadamente R$ 500 mil em manutenção, apostando na ampliação de áreas esportivas e na instalação de academias ao ar livre.
Já em cidades como São Romão, também às margens do Velho Chico, a estratégia envolve melhorias estruturais, instalação de quiosques e criação de ambientes voltados ao lazer e à fotografia, fortalecendo o comércio e atraindo visitantes.
Ecoturismo e preservação ambiental
As praias de água doce em Minas Gerais também se inserem em um contexto mais amplo de ecoturismo e educação ambiental. Trilhas, atividades ao ar livre e a convivência com rios e represas ajudam a criar consciência ecológica e fortalecer a identidade cultural das comunidades locais.
Para garantir a sustentabilidade desses espaços, ações conjuntas entre municípios e órgãos como a Copasa incluem o monitoramento da qualidade da água, recuperação de nascentes, educação ambiental em escolas e ampliação de sistemas de esgoto. Em cidades como Capitólio e Lagoa da Prata, o controle frequente assegura que as águas estejam próprias para banho, equilibrando preservação ambiental e desenvolvimento turístico.




