Beneficiários do Bolsa Família que vivem na Região Norte do país estão recebendo, em média, valores mais altos do que nas demais regiões. Em fevereiro, o valor médio nacional do benefício é de R$ 690,01, mas nos estados do Norte essa média chega a R$ 718,83 — a maior do Brasil.
Nesta sexta-feira (20), a Caixa Econômica Federal realiza o pagamento da parcela para inscritos com Número de Inscrição Social (NIS) final 5. Ao todo, 18,84 milhões de famílias serão contempladas neste mês, com investimento federal de aproximadamente R$ 13 bilhões.
O valor mínimo do Bolsa Família é de R$ 600 por família. No entanto, adicionais pagos conforme o perfil familiar elevam o total recebido. Entre os complementos estão:
- R$ 150 por criança de até 6 anos
- R$ 50 para gestantes
- R$ 50 para nutrizes (mães que amamentam)
- R$ 50 por filho entre 7 e 18 anos
- Benefício Variável Familiar Nutriz: seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses
Estados da Região Norte concentram maior proporção de famílias com crianças pequenas e em situação de maior vulnerabilidade social, o que amplia o número de adicionais concedidos e eleva a média final do benefício.
Em fevereiro, os maiores valores médios por estado foram registrados em:
- Roraima: R$ 743,97
- Amapá: R$ 734,64
- Amazonas: R$ 723,35
- Pará: R$ 719,83
- Acre: R$ 719,36
- Maranhão: R$ 709,89
A Região Norte reúne 2,43 milhões de famílias beneficiárias neste mês, com repasse superior a R$ 1,75 bilhão.
Nordeste lidera em número de famílias
Apesar de o Norte apresentar o maior valor médio, o Nordeste segue como a região com maior número absoluto de beneficiários: 8,79 milhões de famílias. Na sequência aparecem:
- Sudeste: 5,33 milhões
- Norte: 2,43 milhões
- Sul: 1,27 milhão
- Centro-Oeste: 991,6 mil
Perfil dos beneficiários
Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social indicam que 84,4% dos responsáveis familiares são mulheres, o que representa 15,8 milhões de beneficiárias. Pessoas pretas ou pardas correspondem a 73,25% do total, somando 36 milhões de indivíduos atendidos pelo programa.
Entre os grupos prioritários estão:
- 247,7 mil famílias indígenas
- 289,3 mil quilombolas
- 397,2 mil catadores de material reciclável
- 253,8 mil pessoas em situação de rua
- 56,5 mil resgatadas de trabalho análogo ao escravo
- 56 mil com crianças em situação de trabalho infantil




